Sou tipo uma metamorfose ambulante mesmo, bem que dizem por ai, que eu sou a louca, a marrenta, que duvida de todo mundo, que tem que ver para acreditar, sabe, aquela que gosta de coisas antigas, que ama um livro amarelado do tempo, e um som de uma vitrola, ah! Esse som maravilhosa, que vem daquela agulha raspando no disco, da a emoção de estar vivendo nos anos 80, isso é demais! Tem cheiro de verdade e de curiosidade, época em que os poetas cantavam o futuro, não muito distante, que infelizmente vivo atualmente, um mundo de falsidade e hipocrisia, eu não consigo mais viver aqui. Será que ninguém ainda notou que eu não aguento essa gente, eu não suporto mais olhar televisão e ouvir conversas inúteis, de gente pobre, pobre de alma, sem conhecimento, prefiro ainda, conversar com meus avós do que com pessoas da minha idade, eles são muito cultos, na boa, eles são inteligentes demais! Eles me entendem, porra, como pode meus avós me entendem, se liga só, que eu to perdida nesse mundo.
Eu havia mudado, o mais impressionante era que a mudança vinha de fora, as roupas, o modo de andar, o cabelo pintado, o fato de passar mais maquiagem, mudei o jeito de pensar de falar e até de agir, mudei meu jeito, mudei tudo, só pra disfarçar o que não havia mudado ainda, o coração.

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